Como seguir carreira em call center?

Entenda como crescer, as promoções e quanto se ganha em cada etapa da profissão

De acordo com dados da Associação Brasileira de Telesserviços  (ABT), o segmento de call center emprega quase um milhão de pessoas no Brasil, fenômeno que se repete em muitos países do mundo, como Portugal, Índia, Rússia e Estados Unidos. Segundo a consultoria IDC, espera-se manter uma média de, pelo menos, 9% de crescimento até 2012.

Diante de números tão vistosos, conclui-se que a área é uma das mais promissoras, o que vem a calhar tomando por base o fato de que conseguir uma oportunidade de trabalho sem ter experiência profissional é um dos maiores desafios dos jovens hoje em dia. E engana-se quem pensa que o setor serve apenas como porta de entrada para o mercado de trabalho. As empresas especializadas em telecomunicações também possuem plano de carreira.

Para ser operador de call center, não é preciso ter nível universitário. A remuneração média é de um salário mínimo para uma jornada de seis horas. Quem lida com venda de produtos, ganha ainda uma porcentagem adicional. Seguindo a média do mercado, um ano depois, caso se destaque, esse operador chegará a supervisor. Nessa posição, receberá por volta de três salários para período integral.

O próximo degrau na carreira em call center, que também ocorre depois de mais um ano, é o de coordenador, que chefia vários supervisores. O aumento da renda será de 20% em relação ao cargo anterior. Ele é o responsável pelo desenvolvimento da equipe, treinamentos e eventuais correções.

“Quantas profissões oferecem essas vantagens sem exigir sequer uma graduação?”, pergunta Raquel de Oliveira, sócia e diretora de Pesquisa e Desenvolvimento da  Comportamento e Atitude, especializada na capacitação e profissionalização de pessoas na área de telemarketing. Para cada 20 a 30 operadores, normalmente, há um supervisor.

“Um dos desafios dos supervisores é manter a equipe motivada. Por ser o primeiro emprego de muitos jovens no mercado de trabalho, a rotatividade é muito grande. Cabe a eles, então, ajudar na retenção e no desenvolvimento dos talentos a fim de tornar o setor mais profissional e diminuir o número de reclamações entre os consumidores contatados pelas empresas”, afirma Márcio A. Silva, autor do livro "Clientes por Todos os Lados" (Editora Diário).

O estágio seguinte, o de gestor, requer nível universitário. Nesse momento, é necessário ter conhecimentos técnicos aliados a uma aguçada visão estratégica. Ganha-se  de 10 a 12 salários mínimos.

O nível mais elevado na carreira é o de diretor executivo, que pede sólida formação, experiência e maturidade. “São várias as graduações úteis para quem quer trabalhar em call center. Além de todas as vantagens, é uma área bem democrática”, brinca Raquel. “No entanto, acredito que Administração e Comunicação Social são bons exemplos para conciliar a vida acadêmica e a desse profissional.”

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